Transtorno bipolar

Cresce o número de diagnóstico errado

Por José Joacir dos Santos

Pesquisadores da Faculdade de Medicina Warren Alpert, da Universidade Brawn, EUA, concluíram que mais da metade dos diagnósticos de transtorno bipolar nos Estados Unidos estão errados. A pesquisa foi publicada no Journal of Clinical Psychiatry (http://www.psychiatrist.com), em 6 de maio, mas divulgada eletronicamente só para assinantes, como parte do trabalho “Transtorno Bipolar é Diagnosticado Exageradamente” (Zimmerman M, et al). Talvez a decisão de publicar o trabalho restritamente atenha-se ao fato de que faz parte da conclusão do trabalho a acusação de que o motivo principal dos diagnósticos errados e exagerados é simples: diante de um paciente agitado e difícil, o médico prefere dá um diagnóstico qualquer para começar a medicar, isto é, se livrar do paciente já que a fila de espera é grande; o outro motivo não é surpresa: alguns médicos vinculados à indústria de medicamentos, confortáveis com os “presentes” mensais, não têm forças para dizer não à pressão agressiva dos poderosos laboratórios farmacêuticos, os mesmos que manipulam o que é médico e ou que não é médico. Muitos casos de agitação, insônia e depressão associada a isso foram rotulados de transtorno bipolar, sem sequer ser considerada outra alternativa de tratamento. O grande perigo dessa manipulação é que os medicamentos psiquiátricos, ingeridos por quem não necessita, provocam o efeito colateral do adoecimento. Os tempos mudam, a história fisiológica e mental das pessoas está mudando constantemente e a psiquiatria continua com óculos escuros… Que será? Se isso ocorre nos Estados Unidos, o que deverá ocorrer em outros países? As pessoas poderiam ser simplesmente tratadas com psicoterapia, mudança alimentar, de hábitos e ervas, mas isso não é do interesse da indústria farmacêutica ligada à psiquiatria.
O trabalho é o mais recente dedicado a esse estudo específico, e faz parte de um projeto novo daquela universidade chamado Midas, o qual tem como objetivo melhorar os diagnósticos e serviços ligados à psiquiatria, fundamentado na parceria entre a comunidade e os serviços de psiquiatria – no qual o paciente tem a chance de ser ouvido. A pesquisa incluiu 700 pacientes de psiquatria e foi utilizado o método SCID (Structured Clinical Interview) recomendado pelo DSM. O questionário é exaustivo e pergunta diretamente quantas vezes o paciente foi diagnosticado com transtorno bipolar e maníaco depressivo. Em um grupo de 145 deles, diagnosticados com transtorno bipolar e maníaco depressivo, 63 estavam erradamente diagosticados tanto numa coisa como noutra. Resultados como este estão cada vez mais vindo à tona, e não é coincidência de que só agora o público e a comunidade da saúde toma conhecimento: o governo Bush está com os dias contados… E a liberdade de expressão, mais uma vez, chega antes que seja tarde.
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