A roda do Carma

– Texto inspirado por meio da canalização de fluidos espirituais.

roda-da-vida

No século XVII, um rapaz nasce no seio de uma família pobre de Paris (lugar exato não especificado). Alguns anos se passam e Carl (nome fictício) aprendera a se virar em meio às dificuldades que a vida lhe apresentou. Em alguns anos, conseguiu o apadrinhado de uma cortesã francesa que o adotou como filho amado. Carl recebeu muito amor e conheceu as vulgaridades de sua época.

Apresentado à políticos, logo perceberam suas capacidades de persuasão e o colocaram para se candidatar para dirigir uma das províncias no interior. Em menos de 10 anos, Carl estava famoso, casara-se com uma jovem da aristocracia francesa, mas mantinha relações adúlteras com outras mulheres e homens da capital.

Excêntrico, logo conseguiu direcionar os maus olhares para a si próprio. Entregue à bebida, Carl contraiu pneumonia, mas morreu aos 35 anos, assassinado por sua mulher ao descobrir as adulterações.

Sonolento, Carl fora encaminhado pelas energias espirituais a um hospital localizado perto da Turquia, próximo de onde tivera encarnações bem proveitosas e virtuosas. Esclarecido de sua condição, mas inconformado de não ter cumprido sua promessa com o Alto, de se regenerar e re-encontrar os inimigos do passado para perdoa-los frente à frente, ele, submetido às Leis Cármicas, prepara-se, após breve estadia no Além-túmulo, para nascer em nova família, que aceita acolhê-lo como um irmão adotivo que necessita curar feridas do passado. Só não esperava, Carl, que nasceria numa família distorcida em sua estrutura, alguns, seres em alto grau de evolução, outros, os inimigos que tanto fugiu.

Início do século XVIII. Nasce, Benjamim, filho de judeus maçons, membro da aristocracia alemã. A sua mãe, delicada e frágil, era o seu espelho de douçura. O seu pai, forte e dedicado à família, era o seu exemplo de maturidade. Aos 17 anos, iniciou-se na Maçonaria, e lá aprendeu todos os deveres civis e familiares. Assim, tendo como base judaica a religião, direcionou seus esforços para ser um bom filho e se dedicar à evolução moral.

Benjamim tinha dois irmãos, de personalidades rudes e morais duvidosas. Eles sempre se entregavam as bebedeiras e zombavam do irmão por não fazer o mesmo.

Aos 23 anos, Benjamim conheceu algumas fraternidades místicas da época e percorreu a Europa em busca dos maiores conhecedores do Mistério da Vida humana. Foi quando conheceu Clarin, espírito nobre e de uma sensatez imprescindível.

Clarin e Benjamim, cruzaram a Europa de um canto a outro, sendo iniciados nas práticas do Misticismo Ocidental e na mais nobre espiritualidade Judaica, a Cabala. Nesse meio tempo, se aproximaram de Ramus, amigo de infância de Clarin, mas que causava mal-estar em Benjamim.

Ramus, era um ser misterioso, aparentava ter seus 48 anos, e possuía muito conhecimento. Diziam que ele praticara a arte da feitiçaria e do vampirismo, mas tudo não passava de especulação, até então.

Eles formaram grupos de estudos e debates sobre a verdadeira condição do homem como um ser em evolução, mas Ramus sempre se apresentava contra a maioria das teorias propostas e fazia objeções afirmando que “é essa mentalidade primitiva que faz com que o homem não se liberte e assuma o seu verdadeiro papel na criação.”

Após alguns meses, resolveram parar os estudos, porque as teorias de Ramus tinha chegado longe demais, afirmando que os seres humanos eram capazes, inclusive, de escolher se queriam viver ou não, além de outros assuntos que não são permitidos falar aqui.

Porém, alguns anos depois Benjamim e Clarin reencontraram o amigo na Maçonaria. Ramus, ao saber que os dois eram iniciados já há bastante tempo, logo se deixou tomar conta por um ódio descontrolado e começou a tramar contra os dois, prevendo a expulsão dos dois Irmãos da Instituição.

Uma disputa descontrolada, fez Ramus contratar campangas para destruir a vida de Benjamim e Clarim. Mas, por falha e mal elaboração do plano, ou mesmo por algum tipo de influência externa, Ramus foi confundido com Benjamim na saída de um Teatro e foi morto à facada.

Alguns anos se passaram, e Benjamim, após desencarnado, descobriu que Ramus fora um parceiro seu em obras contra a Luz Maior, mas que como nada foge aos olhos da Vida, Ramus e Benjamim foram colocados novamente frente a frente para que Benjamim desse prova de suas mudanças internas. Contudo, a espiritualidade, sábia e amiga, colocou Clarin, mestre espiritual de outras épocas, quando Benjamim fora iniciado em Escolas de Mistérios numa localidade perto da Turquia, para assessorar e inspirar bons pensamentos e boas idéias na mente e no espírito de Benjamim.

Benjamim, tivera oportunidades de se regenerar, algumas vezes falhando, outras vezes acertando. Mas, provou que está pronto para começar a assumir as rédeas de sua vida novamente, sempre crescendo, sendo amparado e amparando.

Ramus, ainda sofre com suas escolhas erradas, adoecendo com suas tramas e vinganças que não tem consciência.

A Vida, sábia e perfeita, a tudo perdoa, e sempre nos dá a chance de renovação e de reparo. Algumas vezes lamentamos determinadas situações que nos acometem sem sabermos que uma história de amor e ódio se esconde por trás delas, pedindo socorro, pedindo para ser curada e finalizada.

É na esperança de que todos voltarão para casa, que me despeço, rogando a Adonai que vos abençoe sempre, enviando seus Anjos para lhes inspirar nessas histórias pretéritas, cheias de aprendizado que se refletem no hoje, no agora, sempre.

Shalon.

21/10/2009

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