A EDUCAÇÃO MUDOU. E VOCÊ, EM QUE TEMPO FICOU?

Por Nelson Matheus Silva
Quando falamos do assunto educação, sempre entramos numa área delicada da vida em sociedade, principalmente, quando, ao invés de reforçá-la, questionamos os valores que formam as suas bases.
Educação engloba os processos de ensinar e aprender, de ajuste e adaptação. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.
Contudo, quando falamos em adaptação e ajuste, falamos da saúde emocional que o processo educativo forma ou “deforma”.
Quantas pessoas já ouviram a célebre frase: “Se meu pai/mãe fez assim comigo, porque não daria certo com você?” Eita. Toquei em um ponto delicado, não foi? Podemos perguntar: “deu certo o que seu pai/mãe fez? Como você se sentiu? Você lembra disso com tanta força, será que é realmente ‘orgulho’ o sentimento que você tem, ou seria outra emoção?”
Pois é amigos, nós, seres psicossociais, somos programados a repetir um comportamento antes estimulado. Tendemos a nos comportar exatamente como gostaríamos que não fossemos tratados. Porque isso? Existem inúmeras explicações, uma bem plausível é a que a psicanálise freudiana afirma: “a figura que o pai/mãe representa é quase a de um ser mitológico, uma espécie de deus, um herói que não erra, que deve ser idolatrado”.
É uma pena, mas isso é verdade. Isso está enraizado no inconsciente da humanidade. Não é um padrão consciente, infelismente, mas com entendimento, podemos fazer grandes modificações em nossas histórias.
Quantos pais repetem com seus filhos as mesmas atitudes que os fizeram sofrer, chorar, que eles tinham certeza que não dariam certo nunca (e não deu)? Hum… você se identificou? É. Está na hora de respirar fundo e aceitar, nós erramos. E isso é o que nos faz mais especiais. Sabe por quê? Porque nós podemos corrigir.
Já ouvi muitas histórias de famílias que se dividiram e se fragmentaram integralmente devido ao processo educativo-emocional. Pais que mimam demais, negligeciam ou cobram muito de seus filhos estão caindo no mesmo erro: estão fazendo com que eles se tornem adultos incapazes, inseguros, com baixa auto-estima no futuro, demonstrando isso em sensações de “vazio interno” e em agressividade, salvo algumas raras exceções.
Se fossemos ficar aqui questionando as bases que formam a instituição econômica chamada família, ficaríamos horas no “blá-blá-blá” habitual. Porém, minha prosposta é uma reflexão que sempre deverá ser feita, por todos, pais, educadores, filhos, etc: como está a saúde de sua família? Há respeito entre os membros? Você trata-os exatamente como gostaria de ser tratado?
Algumas pessoas acreditam fortemente que os membros de uma família tem que se gostar de qualquer jeito, com grito, com tapas, com erros e dificuldades. Mas, será isso uma afirmativa verdadeira? NÃO! Você não é obrigado a viver com tudo isso. Infelismente, a sociedade em que vivemos coloca padrões de pensamento em nossa “cabeça” e com isso achamos que devemos dá a outra face há quem bateu na primeira.
Alguns pais dizem que na “rua” só se aprende coisa ruim. Mas, que rua é essa? É a que fica na frente de casa?
Revolta? Não adianta. Amadureça. Mude. Cresça, Prospere. Seja muito feliz. E, acima de tudo, AME, já que você não aprendeu isso dentro de casa!
Sathya Sai Baba diz: “minha vida é minha mensagem”.
Que linda e profunda frase. É através do exemplo que se contrói uma mensagem duradoura.
As histórias que não deram certo não devem ser repetidas. Você acredita que é coincidência está lendo justamente este texto?
Estou convidando vocêa uma reflexão, em silencio. Só você e você, ninguém mais. Estou oferecendo meu ombro para você chorar. Para você se perdoar e perdoar. Ninguém pode ser como você gostraria que fosse. Cada um tem um processo único de crescimento. E essa individualidade deve ser respeitada, inclusive nas crianças.

Se a individualidade e o respeito fossem a base da educação desde a infância, o amor deixaria de ser uma obrigação e passaria a ser uma esponeidade tão natural como respirar.
Pare agora de se basear nos HERÓIS falidos, aqueles que os quadrinhos não citam. Aqueles que moram ao seu lado. Porque, um dia, a própria vida se encarregará de apontar os erros e talvez não aja mais tempo. E aí? O que você vai fazer? PERDOAR E SEGUIR EM FRENTE, SEM OLHAR PARA TRÁS, SÓ PARA FRENTE!
Abraços e boa reflexão.
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