O acesso ao interior de Si Mesmo – Um olhar da Psicologia Analítica

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A Psicologia de Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e fundador da Psicologia Analítica, sempre foi pautada em ajudar as pessoas a conquistar a independência por meio do acesso ao interior de si mesmas.

“Considero minha tarefa e meu dever educar meus pacientes e alunos a aceitar a necessidade que se exerce sobre eles de dentro.[…] Tenho uma razoável certeza de que podemos mostrar a uma pessoa o que existe, mas não podemos lhe dar aquilo que ela deve fazer.[…]”

Jung foi considerado o discípulo fiel e o “príncipe herdeiro” de Freud, fundador da Psicanálise e o responsável, principalmente, por tornar conhecido o conceito e o trabalho com o Inconsciente. Em seus estudos e pesquisas, Jung passou a discordar da abordagem de seu então amigo e mestre, vindo, posteriormente, a romper com o mesmo. O conceito de libido e o papel da espiritualidade na estruturação psíquica foram os principais pontos de discordância. Contudo, no construir de sua Psicologia, outros conceitos foram modificados e transformados.

Durantes o seu desenvolvimento, a Psicologia Analítica recebeu influência de várias outas “psicologias”: dos primitivos, dos africanos, dos asiáticos, dos pré-socráticos, dos alquimistas ocidentais e orientais, dentre outros, e continua sua criação e reformulações até os dias de hoje.

A vida, observou Jung, é uma arte que deve ser apreendida e vivenciada, e não uma linha reta, ou um produto pronto que se encontra em qualquer esquina. Ele foi pioneiro em exigir que para a formação do analista, o mesmo deveria se submeter ao processo analítico e sobre isso ele diz:

“Quando assuntos importantes estão em jogo, faz toda diferença se o analista se vê como parte do drama ou se oculta por trás de sua autoridade.
Aprendi em Burghölzi que só o analista que se sente profundamente afetado por seus pacientes pode curar. Só quando o analista fala do centro de sua psique, transitoriamente considerada “normal”, para a psique doente que está diante dele é que pode esperar chegar à cura. […] Só o “médico ferido” cura, e mesmo ele, em última análise, não pode curar além do que curou a si mesmo.”

A viagem ao centro do Si Mesmo é o objetivo principal da Análise Junguiana, a descoberta do que está reservado para você. E a este processo, Jung chamou de Individuação um caminho de retorno ao centro, um processo de tornar-se a pessoa que realmente é.

Por Nelson Matheus.

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