A importância da Conexão

Conferência na Faculdade de Medicina da USP

Durante nosso curso para estudantes e professores da Faculdade de Medicina da USP na semana passada aconteceu uma videoconferência com o Dr. Greg Friccione em Boston, EUA, coordenador do programa da Universidade de Harvard chamado “A Prática Revolucionária da Medicina Corpo-Mente”. Num dado momento o Dr. Greg perguntou à plateia, “Quem de vocês é mamífero”? Obviamente que todos os presentes ergueram os braços. Mas aí ele nos informou que há cerca de 320 milhões houve uma bifurcação do ramo reptiliano na árvore evolutiva, com o advento dos mamíferos, que desenvolveram uma estratégia inovadora para a sobrevivência – a estratégia da CONEXÃO.

Nós “mamíferos” estamos tão profundamente circuitados para buscar a conexão, que a “ansiedade de separação” pode produzir grande estresse e nos torna muito mais vulneráveis a doenças. E a segurança gerada pela conexão com outras pessoas pode aliviar muitas das nossas enfermidades modernas.

Médicos e profissionais de saúde, enfatizou o Dr. Greg, precisam se conectar com empatia e doar um amor compassivo aos seus pacientes, e os nossos sistemas de saúde devem fortalecer os laços de comunhão com a família e a comunidade.

Num estudo que se tornou referência o Dr. David Spiegel, da Universidade de Stanford, EUA – que se mobilizou para refutar o efeito do amor na longevidade – deu a dois grupos de mulheres com câncer de mama em fase de metástase o mesmo tratamento de radiação, quimioterapia e cirurgia. Mas um desses grupos de mulheres em tratamento também se encontrava semanalmente por 90 minutos, durante um ano, num ambiente seguro, onde eram encorajadas a expressar seus sentimentos. Muitas delas não tinham nenhum outro local para fazer isso.

Cinco anos depois, essas mulheres do grupo de apoio mútuo viveram o dobro do que aquelas que apenas se submetiam ao tratamento convencional.

Como o Dr. Greg disse, não podemos negar 320 milhões de anos de evolução.

(Spiegel, D., Bloom, J.R., & Gottheil, E. “Effects of Psychosocial Treatment on Survival of Patients with Metastatic Breast Cancer.” Lancet, 2(1989): 888-891.)

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