O dia em que resolvi dizer não

Por Nelson Matheus – Life Coach e Psicólogo

mensagem 17

Talvez um ponto importante a entender é que se você coloca sua atenção repetidamente numa mesma frequência, é isso o que você atrairá para a sua vida. Não há como fugir disso.

Desde 2011 não assisto nem leio jornais. Esta foi uma escolha deliberada, devido à enxurrada de notícias que poluiam meu dia e minha vida com uma ideia crítica de que o mundo era um lugar perigoso e instável, de que só existia corrupção e pessoas más. Não decidi, com isso, negar essas tais circuntâncias, isoladas, mas resolvi me possibilitar criar a partir de um novo referencial. Um referencial em que eu iria decidir o que é melhor para mim, longe dessa ditadura da “informação”.

Sim, eu acredito que todos nós criamos nossa realidade. Alguns sabem disso, outros não sabem. Alguns se fazem de vítimas, enquanto outros possuem histórias de superação e sucesso para “esperançar” o mundo.

Eu decidi que não mais permitiria ter ao alcance de minha visão possibilidades que restringissem meu potencial criativo: canais de televisão, pessoas excessivamente críticas, falatório sobre crises econômicas, disputas sexistas, etc.

E quanto à tal crise que o Brasil passa? Existe uma profunda diferença entre crise e comportamento de crise. E é importante compreender logo isso. Numa situação que já é difícil, seja ela qual for, se você assume um comportamento de crise, você piora a situação. Mas, se você foca em como melhorar, como contribuir e apoiar, a crise pode continuar acontecendo, mas ela será passageira. E ela é; porquê a impermanência é a Lei da vida.

Estamos escolhendo constantemente. Eu tenho clareza sobre o que quero para a minha vida. Por isso, sou taxativo com alguns “nãos”. Não dá pra ser só um pouquinho quando você tem certeza do que é importante para você. Simplesmente não dá.

O guru indiano conhecido como Osho dizia que se você não sabe dizer “não”, o seu “sim” não tem poder algum. E é verdade.

Hoje, ao invés de ficar focando no que não quero, utilizo meu tempo gerenciando minhas ações entre estar com pessoas que deixam feliz, estudar sobre comportamento, performance, bem estar e espiritualidade, atender meus clientes de coaching, psicoterapia e terapias holísticas, ministrar treinamentos, elaborar programas de desenvolvimento humano, participar de novos cursos, conhecer-me cada vez mais, me alimentar bem, fazer exercícios físicos e mentais, praticar meditação e tantas outras coisas. Isso traz uma incrível repercussão positiva, desde a minha saúde física até mesmo nas “coincidências” positivas que sempre estão acontecendo ao meu entorno, como se o Universo estivesse confirmando que é assim que se faz e que devo ir em frente.

A partir disso, quero deixar uma pergunta para você: quais são os “nãos” que você precisa dizer agora?

Independente da sua resposta, tenha a clareza da repercussão positiva disso em sua vida. Nada vale mais a pena do que o seu bem estar físico, emocional, mental e espiritual. Não existe equilíbrio da balança quando se trata de nossa vida. Ou é ou não é.

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4 thoughts on “O dia em que resolvi dizer não

  1. Heleno Brito Filho

    ….”a impermanência é a Lei da vida”. Puxa, Shopenhauer também disse algo parecido, certamente enquanto tomava um chazinho num domingo qualquer em Frankfurt (kkkk!) Inspiradora frase!. Você tem razão em todas as suas assetivas. E – que bom – também encontrei alguém que, como eu, valoriza mais a instrução do que a informação (quanto tempo faz que eu não assisto a um jornal de notícias, nem me lembro). Prefiro um bom livro, as teclas de meu piano em que sou sempre um eterno aprendiz, ou até mesmo uma conversa agradável com Marize, minha esposa, enquanto assistimos (pasme!), Cúmplices de um Resgate ou até mesmo Carrossel (kkkkkk!) A leveza do besteirol personificado, mas que não tenta ser outra coisa. Nota 10 para seu texto, amigo. Ajudou muuuito. Como sempre. Forte abraço: Heleno Brito Filho (Reikiano nível II da linhagem de Usui até o Prof. Matheus). Não é pouco.

    • Nelson Matheus

      Heleno! Fico feliz de verdade em receber o seu comentário. De fato, é imensamente melhor optarmos por um “besteirol personificado” do que nos persuadirmos com a tal informação que distorce as possibilidades da realidade. Certa vez escutei que a má informação é infinitamente pior do que a desinformação.

      Um forte abraço!

  2. Thiago Morais

    Muito legal essa reflexão. Tenho pensado bastante sobre a crise exatamente dessa forma que você colocou no texto. E já tive uma experiência de passar 1 ano sem ler jornais e nem assistir TV e foi um aprendizado enorme de como esses meios injetam uma visão do mundo limitada e em sua maioria focando apenas no lado negativo da vida. Abraço.

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