Há uma criança que mora em você

Mag

Desde que nascemos, fomos banhados por sons, palavras, conceituações, nomes, adjetivos, e tantas outras formas de expressões próprias do humano e que envolvem a linguagem, e essa linguagem nos conecta à sentimentos e nos localiza em nosso próprio desenvolvimento pessoal. Isso é tão evidente, que – muitas vezes no consultório – escuto alguém dizer que sempre que uma certa palavra é pronunciada, ela não consegue medir as reações.

Esse reservatório que registrou cada coisa que nos foi dita [e interpretada] vez ou outra entra em ebulição. E quando isso acontece, naturalmente, sem nos percebermos, reagimos, dando uma resposta, como se quiséssemos nos livrar de algo que nem sabemos exatamente o que é.

Falar de si, num contexto terapêutico implica uma grande resistência, porquê falar significa se responsabilizar pelo que se diz, dar-se conta; e será necessário fazer algo com isso que surge. Mas, é nesse dar-se conta que se percebe o quanto alguns registro marcaram a forma de uma pessoa ser no mundo – dos relacionamentos que escolhe ter ao fluxo do dinheiro, incluindo o sucesso profissional.

E é por isso que, para assumir o comando da própria vida e redesenhar a sua história, algumas vezes, será necessário começar a perceber e se reencontrar com os aspectos infantis (da infância), que podem ter ficado na lembrança, ou mesmo no esquecimento.

Quando falamos de nós, de nossos embaraços, de nossos anseios, também estamos falando do nosso eu-criança, e, com isso, abre-se a oportunidade de editar esse texto pessoal, criativamente, além do que foi determinado, operando-se sobre o que podemos chamar de  destino.

Numa leitura da Psicoterapia Psicanalítica, costumamos dizer que toda análise é uma análise do infantil. Uma vez que há uma criança que mora dentro de nós, a espera de ser ouvida e ser relocada, em seu desejo e num lugar no mundo. “O inconsciente é atemporal”, pronunciou Freud.

Cuidar desse aspecto de sua vida, não é voltar a ser criança. É entrar num diálogo franco e aberto entre o adulto que se é e a criança que aí está; é redescobrir o seu próprio desejo e, dentro do possível, você ir além do que se tem ido.

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