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Coaching ou psicanálise?

Qual o melhor pra cada pessoa?

Por Nelson Matheus | Psicólogo e Psicanalista

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Existe hoje um marketing muito agressivo com o slogan “seja hiper feliz e tenha ultra sucesso antes dos 30 anos”, que muitos colegas coaches concordam com tal impulso. Bem, obviamente, tenho motivos sérios para desacreditar que isso seja humana possível e até para ir contra isso. Ir do zero à capa da Forbes, principalmente, para um jovem adulto é uma contingência. Nisso não cabe só muita dedicação.

Algumas vezes, o que está por trás de uma busca pelo serviço de coaching é uma angústia ou uma ansiedade pelo sucesso. Nesses casos, sempre, encaminho a pessoa para uma análise. Não há nada de anormal em sentir essas sensações, mas elas não têm lugar dentro do coaching. O lugar de tratar as questões do ser é no divã.

Se engana quem pensa que a psicanálise só se interessa pelo passado do sujeito. O desejo, as escolhas, as consequências destas e o prazer de viver e de trabalhar estão intimamente atreladas aos resultados de uma boa análise.

No coaching, há a necessidade de se atingir algo extremamente objetivo e pontual. Se não há um objetivo, não há coaching. Trata-se, aqui, de uma macro-estratégia, não de algo a ser resolvido na pessoa.

É uma linha muito tênue, mas possível de separar ambos os caminhos. Até porquê seria desastroso tentar trabalhar questões internas por meio do coaching. E isso, posso dizer, aprendi na prática!

Pode-se fazer os dois ao mesmo tempo? Particularmente, não vejo problema algum, desde que seja com profissionais diferentes.

Uma boa realização profissional — foco essencial dentro do coaching — , exige muita dedicação e trabalho, escolhas coerentes e uma estratégia muito bem elaborada. É isso o que o coaching promove, a partir de suas técnicas e ferramentas. E isso é muita coisa!

Por isso, é sempre bom ter muita clareza do que é que se busca.

Sucesso… bem, é algo muito singular.

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Quem deve fazer terapia?

Vez ou outra, alguém que sabe que sou psicólogo e psicanalista me pergunta quem deve procurar uma terapia ou uma análise.

Bem, hoje a youtuber Jout Jout postou um vídeo muito legal e irreverente, colocando o ponto de vista dela sobre essa situação. Achei uma explanação muito clara e leve!

Mas antes, também quero compartilhar minha opinião sobre quem deve procurar um profissional de psicologia para fazer uma análise:

Deve fazer análise quem achar que precisa, quem achar que irá se beneficiar com este processo, quem quiser sair das repetições da vida, quem quiser encontrar novas saídas para seus impasses, quem quiser crescer e amadurecer emocionalmente, quem quiser encontrar a sua bússola interna, o seu próprio caminho, quem quiser resolver seus conflitos emocionais, quem quiser só falar e ter alguém de confiança pra lhe escutar, quem quiser se desembaraçar de seu passado, quem quiser abrir o leque de possibilidades para o futuro, quem quiser estar mais no presente, quem quiser viver melhor, quem quiser! Análise é para quem quiser (e ponto).

É isso.

Então segue o vídeo da Jout Jout. E depois me fala se você gostou e/ou o que achou, tá certo?

A felicidade é um caminho estreito

E sem mapas prontos.

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Por Nelson Matheus

É comum queremos ser felizes igual à um outro alguém, ao personagem do filme, àquele amigo do instagram, e tantas outras opções que surgem diariamente. O mercado dos livros com fórmulas, dos cursos milagrosos e das pessoas com todas as respostas cresce de forma desesperada. Mas, o desespero é de quem? Fica essa pergunta.

Nesse investimento (o de sermos felizes iguais a…) parece que sempre esbarramos com a fatal realidade: você não é aquela pessoa. Parece chocante, não é?! Sendo que no dia a dia, somos engolidos por essas propostas tentadoras, a de esquecermos tudo o que nós somos, de nossas histórias e problemas às possibilidades de criarmos o nosso próprio jeito de sermos felizes.

Claro que à primeira vista, e sem uma análise cuidadosa, se torna fácil optar por caminhos como esses, inclusive porquê desaprendemos a lidar com o mal estar inerente à condição humana, de pensar sobre sua própria existência (Ser ou não ser? Qual o meu propósito de vida? Há um propósito para tudo isso?).

É mais fácil criar uma maquiagem, e viver a proposta de vida de um outro alguém — como se esse alguém tivesse conseguido se livrar do seu trágico destino de ser humano, com falhas, com momentos de tristeza, mas também com conquistas, com alegrias e crescimentos, com altos e baixos.

Na condução de tratamentos analíticos (através da psicanálise), muitas vezes surge a questão direcionada a mim, na posição de analista: “o que eu devo fazer (para ser feliz) nessa ou naquela situação?” Sim, porquê é isso que buscamos: felicidade, sempre. Porém, uma coisa que uma psicanálise bem conduzida ensinará àqueles que recorrem a ela em busca de respostas, é que são as perguntas construídas durante a análise que auxiliarão na construção dessas respostas, que precisam passar pelo desejo da própria pessoa.

E é neste ponto que surge o dilema da felicidade. Acompanhar o trajeto de várias pessoas, inclusive refletir sobre a minha própria análise pessoal, junto com os fundamentos da teoria psicanalítica, assim como alguns ensinamentos de certas tradições orientais, torna possível enxergar a placa de sinalização para a felicidade de cada sujeito, apontando para a construção dessas respostas, sempre individuais, e no “um a um”.

A felicidade se impõe como um caminho estreito, uma vez que, por esse caminho, só passa uma pessoa. Isso se torna óbvio quando se compreende que a felicidade é um caminho individual, e intransferível. E que felicidade não significa a anulação do real da vida da pessoa, mas o conseguir assimilar algo que seja útil para que se possa seguir em frente, diante das adversidades, sempre da melhor forma, com cada vez mais lucidez e satisfação no viver.

Há uma criança que mora em você

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Desde que nascemos, fomos banhados por sons, palavras, conceituações, nomes, adjetivos, e tantas outras formas de expressões próprias do humano e que envolvem a linguagem, e essa linguagem nos conecta à sentimentos e nos localiza em nosso próprio desenvolvimento pessoal. Isso é tão evidente, que – muitas vezes no consultório – escuto alguém dizer que sempre que uma certa palavra é pronunciada, ela não consegue medir as reações.

Esse reservatório que registrou cada coisa que nos foi dita [e interpretada] vez ou outra entra em ebulição. E quando isso acontece, naturalmente, sem nos percebermos, reagimos, dando uma resposta, como se quiséssemos nos livrar de algo que nem sabemos exatamente o que é.

Falar de si, num contexto terapêutico implica uma grande resistência, porquê falar significa se responsabilizar pelo que se diz, dar-se conta; e será necessário fazer algo com isso que surge. Mas, é nesse dar-se conta que se percebe o quanto alguns registro marcaram a forma de uma pessoa ser no mundo – dos relacionamentos que escolhe ter ao fluxo do dinheiro, incluindo o sucesso profissional.

E é por isso que, para assumir o comando da própria vida e redesenhar a sua história, algumas vezes, será necessário começar a perceber e se reencontrar com os aspectos infantis (da infância), que podem ter ficado na lembrança, ou mesmo no esquecimento.

Quando falamos de nós, de nossos embaraços, de nossos anseios, também estamos falando do nosso eu-criança, e, com isso, abre-se a oportunidade de editar esse texto pessoal, criativamente, além do que foi determinado, operando-se sobre o que podemos chamar de  destino.

Numa leitura da Psicoterapia Psicanalítica, costumamos dizer que toda análise é uma análise do infantil. Uma vez que há uma criança que mora dentro de nós, a espera de ser ouvida e ser relocada, em seu desejo e num lugar no mundo. “O inconsciente é atemporal”, pronunciou Freud.

Cuidar desse aspecto de sua vida, não é voltar a ser criança. É entrar num diálogo franco e aberto entre o adulto que se é e a criança que aí está; é redescobrir o seu próprio desejo e, dentro do possível, você ir além do que se tem ido.

Freud fala sobre a homossexualidade

Freud

Em 1935, Sigmund Freud – fundador da Psicanálise – recebeu uma carta escrita pela mãe de um jovem homossexual com a intensão de que seu filho fosse “curado” pelo  psicanalista. Eis a resposta feita há quase 100 anos atrás:

“Minha querida Senhora,

Lendo a sua carta, deduzo que seu filho é homossexual. Chamou fortemente a minha atenção o fato de a senhora não mencionar este termo na informação que acerca dele me enviou. Poderia lhe perguntar por que razão?

Não tenho dúvidas que a homossexualidade não representa uma vantagem, no entanto, também não existem motivos para se envergonhar dela, já que isso não supõe vício nem degradação alguma. Não pode ser qualificada como uma doença e nós a consideramos como uma variante da função sexual […]. Muitos indivíduos de grande respeito da Antiguidade foram homossexuais, e dentre eles, alguns dos personagens de maior destaque na história como Platão, Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, etc. É uma grande injustiça e também uma crueldade, perseguir a homossexualidade como se esta fosse um delito. Caso não acredite na minha palavra, sugiro-lhe a leitura dos livros de Havelock Ellis.

Ao me perguntar se eu posso lhe oferecer a minha ajuda, imagino que isso seja uma tentativa de indagar acerca da minha posição em relação à abolição da homossexualidade, visando substituí-la por uma heterossexualidade normal. A minha resposta é que, em termos gerais, nada parecido podemos prometer. Em certos casos conseguimos desenvolver rudimentos das tendências heterossexuais presentes em todo homossexual, embora na maioria dos casos não seja possível. A questão fundamenta-se principalmente, na qualidade e idade do sujeito, sem possibilidade de determinar o resultado do tratamento.

A análise pode fazer outra coisa pelo seu filho. Se ele estiver experimentando descontentamento por causa de milhares de conflitos e inibição em relação à sua vida social a análise poderá lhe proporcionar tranqüilidade, paz psíquica e plena eficiência, independentemente da condição homossexual.”

A Psicanálise, desde sua origem nunca se preocupou em julgar a homossexualidade com qualquer denominação que possa vir a causar exclusão em nossa sociedade. O interesse maior é pela gênese da sexualidade, em suas nuances. Ou seja, a Psicanálise se interessa em como , para cada individuo que a procura, se originou este ou aquele comportamento, esta ou aquela escolha, e os elementos inconscientes que estão presentes. Para que, com isso, se possa viver bem e pleno de si mesmo.

Quando o assunto for seu interior, vá com calma!

Por Nelson Matheus – Psicólogo [Psicanálise] e Professional Coach

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SOBRE A PRESSA ATUAL EM RESOLVER TUDO (INCLUSIVE A SI MESMO)

Não é de hoje que estamos sempre correndo atrás de algo, seja em sermos algo melhor ou em termos algo a mais. Não há nada errado nisso, enxergo, porém essa pressa, essa ansiedade por resolver logo, apressadamente qualquer coisa, me fez refletir sobre para quais caminhos estamos indo. Será que estamos realmente indo? E para onde?

E por falar nessa rapidez, que dizem se tratar da pós-modernidade que vivemos, onde fica o contato consigo mesmo, com as reflexões sobre a vida (!), sobre as relações, sobre o Cósmico e etc? Será por isso que me deparo freneticamente com pessoas em busca dos sentidos de suas vidas? É a impaciência por — de fato — parar, se escutar, se observar, leve o tempo que for, que tem afastado o ser humano daquilo que lhe é caro e essencial, ou seja, ele mesmo?

No consultório, como Psicólogo de orientação psicanalítica, tenho visto este mesmo tema surgir diversas vezes. Tanto pelo discurso daqueles que me procuram e já querem partir, ao perguntarem “quanto tempo dura (?), dois meses (?)”, apressadamente, buscando um método que resolva seus problemas imediatamente — como se fosse uma pílula mágica –, tanto quanto também no dia a dia pela correria — no trânsito e no shoppings center — pela falta de conexão com o momento presente, pela não-resolução e assimilação do passado, e pela falta de desejo de um futuro promissor.

O grande problema de não se olhar para o passado, é o risco, interminável, de ficar repetindo-o, em ciclos, com novas formas e cores. O futuro será o mesmo, inclusive, sem esse entendimento.

Em nossa época, as pessoas capazes, produtivas e eficientes, se veem frente a um vazio. Em que, no movimento do mundo de ter — e logo –, sejam objetivos ou o “ter que”, se esquecem de ser. E este ser só é descoberto, aos poucos, em meio à tudo que se achou que foi, em meio à tudo que esperava que fosse, diante das palavras ditas e caladas e do encontro com o próprio desejo. A consequência desse afastamento do ser é uma alienação no existir.

Me parece que começar algo novo e não terminar se tornou o padrão normativo. Assim como fazer inúmeras coisas, ter inúmeras atividades, e não saber escolher. O que você quer ser? Tudo. E neste tudo abraçar, só se esquece de si mesmo, do que é prioritário, do que realmente importa, do seu caminho individual — que é só seu, e que só é descoberto com paciência, e com o tempo.

Minha pergunta para você é: quando foi a última vez que você decidiu parar para cuidar de si mesmo, se escutar ou simplesmente desacelerar — sem pressa, sem querer que isso acabe logo?

A intimidade consigo mesmo, que, por exemplo, uma psicanálise bem orientada conduz, vai totalmente de encontro com este ritmo frenético da atualidade. Porém, se coloca também como uma possibilidade de fazer com que entremos em contato com nossos sentimentos e possamos relembrar as partes esquecidas de nosso ser.

No coaching, quando acompanho o desenvolvimento profissional de meus clientes, o processo é bem diferente, porquê impõe a intimação de que a falta de tempo é um sinônimo de falta de prioridade, consequência de uma falta de autoconhecimento.

Não há escapatória quando falamos da necessidade de resolver nossa existência e colocarmos nossos temas internos em ordem. Haverá sempre um chamado parar desacelerarmos e assumirmos, aos poucos, conforme nos tornamos mais e mais familiarizados com nosso ser, as nossas verdades mutáveis, o nosso tempo — que é totalmente diferente do tempo imposto socialmente -, e o que realmente queremos na vida.

Reiki chega ao Cariri Paraibano! :)

No primeiro fim de semana de dezembro, realizamos na cidade de Camalaú, na Paraíba, os cursos de Reiki Níveis 1 e 2.

A vibração das pessoas ao serem conectadas em Reiki era algo de fazer os olhos brilharem de emoção.

Gratidão pela oportunidade de expandir esta arte de cura que é o Reiki, de tocar em almas tão antigas e despertar este poder de cura natural.

Curso de Reiki Nível 1 com o Mestre Reiki Nelson Matheus, dias 5 e 6 de Dezembro, em Camalaú-PB

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Curso de Reiki Nível 1 em Camalaú-PB

Nos dias 5 e 6 de Dezembro de 2015, o professor e mestre Reiki Nelson Matheus ensinará, na cidade de Camalaú, na Paraíba, o poder de cura, autocura e transformação da Energia Universal através da realização do Curso de Reiki Nível 1.

O Reiki é um método japonês para a cura do corpo físico e das emoções/mental desenvolvido no início do século 20 por Mikao Usui. Os praticantes usam a energia de vida ou o “ki” (energia), que circula em torno de nós, e passam-na para alguém com o objetivo de despertar o processo natural de cura, focalizando a energia nas áreas onde ela é mais necessária.

Segundo Miki Usui, o Reiki é um método de tratamento incomparável, que irá ajudar as pessoas a melhorar seu bem-estar e condição física, além de lhes proporcionar paz de espírito e felicidade em suas vidas.

O Mestre Reiki Nelson Matheus foi treinado por diversos professores do Brasil e do mundo. Esteve em contato e foi iniciado pelos mais respeitados pesquisadores de Reiki da atualidade, o alemão Frank Arjava Petter e Tadao Yamaguchi.

O grande diferencial de sua metodologia está numa formatação exclusiva que integra a linhagem japonesa de Reiki mais tradicional com sua experiência no Reiki que se desenvolveu no Ocidente.

“Por meio de práticas específicas, da sintonização na energia Reiki, de técnicas tradicionais japonesas e instruções dinâmicas, você será capaz de transformar sua vida e experimentar um estado de inteira sintonia com a harmonia e o equilíbrio entre seu corpo e sua mente. Com isso, o Reiki se tornará um recurso que você terá para o resto de sua vida, para ser utilizado da forma que você escolher: para manter sua energia e aproveitar a vida plenamente, para voltar a ter ou preservar sua boa saúde, para ajudar a sua família e as pessoas próximas a você, ou para se tornar um profissional, dando tratamentos de Reiki aos outros”, declara Nelson Matheus.

O curso inclui:
• Estudo teórico sobre a história do Reiki no Japão e no Ocidente;
• Noções e aprofundamento sobre a capacidade natural de cura do corpo;
• Gokai – A filosofia do Reiki – Prática Meditativa;
• Byosen – Detectar e tratar áreas com alta concentração de toxinas – Prática;
• Os centros de energia do corpo: os chácras pincipais e secundários e a circulação energética;
• Técnicas de primeiros socorros utilizando koki, gyoshi e bushu;
• A técnica de circulação sanguínea (Kekko);
• Exercícios para praticar e desenvolver a sua sensibilidade – Hatsurei Ho;
• Prática de tratamentos de Reiki – Autotratamento e tratamento em outras pessoas;
• Indicação da energia Reiki – Reiji-Ho;
• O processo de limpeza e cura no Reiki
• Reiki em animais, plantas e alimentos
• Prática de tratamentos de Reiki – Autotratamento e em outras pessoas
• Sintonizações no Reiki – Reiju
• O circuito de Reiki para potencializar a energia –Reiki Mawashi.

Data: 5 e 6 de Dezembro de 2015
Horário: Sábado, dás 13:00h às 18:00h, e Domingo, dás 08:00h às 18:00h
Local: Camalaú-PB.
Investimento: (entrar em contato)

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As inscrições estarão abertas. Estamos nas últimas vagas!

Quer mais informações? Escreve pra gente.

É preciso integrar o seu passado à sua vida

Por Nelson Matheus – Life Coach e Psicólogo

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A questão do passado em nossas vidas, é o local que ele ocupa no hoje. Mesmo sem percebermos, nossas histórias formam a composição do que chamamos de destino, a partir de nossas escolhas e interpretações.

É, realmente, o passado não existe mais! O que existe é o que andou conosco, repetidas vezes, e, este, não cala um só segundo. Faz-nos lembrar que ele está aqui, vivo, e nos chama para a responsabilidade dizendo: “o que você irá fazer comigo?”

Será possível viver sem encarar que somos nós que construímos nossa história? Até quando insistiremos em resistir para não olhar para dentro? O nosso destino realmente foi traçado na maternidade? Ou será que temos a capacidade de fazer novas escolhas e redirecionar a pulsão que vive nos puxando para irmos em frente? Será que ser feliz é vivermos como se não houvesse amanhã, e o ontem também?

Inúmeras vezes, pude observar em minha própria vida padrões que se repetiam. Talvez por eu ter feito análise desde muito cedo, sempre fiquei atento à essas experiências. A questão é que o óbvio não trás a resposta correta.

Inúmeras vezes escutei pessoas falando o quanto suas vidas estavam embaraçadas, mas que elas entendiam o porquê disso. Então, qual o motivo de elas continuarem no mesmo ciclo? É simples: a resposta não é a que elas julgam ser a correta.

Quantos de nós realmente cuidam de sua subjetividade? Ainda há muitas ideias pré concebidas à respeito de fazer análise ou algum tipo de terapia. Mesmo nos dias de hoje!!! Sim, porquê nos dias atuais é quase impossível termos alguém para nos escutar. Ainda mais raro, é encontrar a oportunidade de desatar antigos nós.

Uma pessoa me disse recentemente o quanto ela evitava fazer “terapia”. Ela afirmou: “eu tenho sobrevivido bem sem isso”. Ops! Sobrevivido?

Olhar nossa história, as escolhas que fomos fazendo – e as que fizeram por nós -, remexer o baú das velhas lembras, crenças, regras, acordos… definitivamente não é fácil. Porém, é extremamente importante e possível! Afinal, como você fará novas escolhas se você ainda nem se deu conta das que fez até então?

O passado, quando não honrado, curado ou transformado, pode voltar camuflado com nomes e circunstâncias diferentes, que chamam a nossa atenção para uma exclamativa: “por quê isso sempre acontece comigo?!!!”